A primeira vez que ouvi falar deles não dei a devida importância e para dizer a verdade, tamanha foi minha ignorância ou falta de interesse naquele momento, que nem mesmo entendi ao certo que grupo era aquele que deixou meus amigos tão extasiados. Porém, a insistência diante do que viram e ouviram foi tamanha que disse despretensiosamente que os acompanharia no próximo show.
Passados seis meses do “grande espetáculo” que perdi, eis que começam as vendas de ingressos para a nova apresentação. Li o e-mail de uma amiga e como ela se dispôs a comprar confirmei presença. Mas, com a ressalva de que talvez não pudesse ir em decorrência de uma viagem que estava para ser marcada e que se isso acontecesse arcaria com os custos da entrada.
8 de maio de 2010. Nesse dia acordei com preguiça de tudo e todos e só de lembrar que tinha mais um compromisso a cumprir, depois de uma semana inteira deles, meu mau humor ganhou proporções cavalares. Mas, como pra mim os compromissos devem ser honrados, coloquei meu inseparável All Star e fui ao encontro dos amigos. Quando cheguei ao local marcado, a fila dobrava o quarteirão e a primeira coisa me veio à cabeça foi: “se de fato não pudesse vir, ao invés de prejuízo eu ficaria era rica vendendo meu ingresso”.
Continuei observando as pessoas que aguardavam pela abertura dos portões e durante a caminhada ao encontro dos meus companheiros de show vi figuras vestidas de palhaço, boneca de pano, casais apaixonados, senhores e senhoras da melhor idade, estilos alternativos, bizarros e até Patrícias e Maurícios... Achei inacreditável ver tanta gente diferente em um mesmo lugar e foi nesse momento que parei para pensar que os caras deviam ser bons.
Poucos passos depois e eis que fui recepcionada com um nariz de palhaço, adereço que com certeza me trouxe mais ambiência naquele momento. Gritaria, alvoroço... os portões foram abertos! Ainda bastante desconfiada e curiosa em relação ao que encontraria, olhei para o cenário, que me pareceu simpático, e depois para as pessoas que ainda continuavam pintando seus rostos.
Minutos mais tarde a trupe entrou em cena... meio que sem entender nada observei atentamente a tudo o que era apresentado e em reação imediata deixava as pessoas à minha volta tão fascinadas. Não me lembro em qual das músicas, também pudera já que não conhecia nenhuma delas, e eis que me vi na mesma condição das centenas de pessoas que estavam naquele teatro: enfeitiçada, encantada, emocionada com as letras, com a performance, com aquela apresentação que verdadeiramente pode ser chamada de show!
Números circenses “brilhavam mais fortes que a estrela do norte” em meio a músicas que mais pareciam declamação de poesia com arranjos impecáveis. Mesmo que eu gaste todos os adjetivos do “Aurélio” jamais conseguirei descrever o quanto aquele momento foi especial. Mas uma coisa é certa, finalmente entendi por que as pessoas se perguntam “por que é que não se junta tudo numa coisa só?”.
E antes de encerrar vai um conselho. Se algum amigo lhe falar da trupe de Fernando Anitelli, fique atento: O Teatro é Mágico (e imperdível)!
Existe uma palavra no Aurélio que define O Teatro Mágico: inefável!
ResponderExcluirCamarada d´água, fique peixe de manhã, de madrugada. Fique peixe a hora que for...rsrs
ResponderExcluirMeu, achei seu blog por um acaso, mas como o acaso não existe, arrepiei. TUDO exatamente TUDO o q vc escreveu,descreve EXATAMENTE a minha história de descoberta do TM, e que foi pra mim com certeza um divisor de águas... Minha vida é outra depois de conhecer essa trupe. Passei a "ouvir tudo com outros olhos..."
ResponderExcluirParabéns.. por se dar a oportunidade de conhecê-los..