Doida, intensa e sincera no mais amplo sentido da palavra. Santa, sonhadora e conservadora. Talvez, ou certamente, a maioria das mulheres transite entre essas duas definições. Estava em Saquarema - terra de deleite dos surfistas de diversas partes do mundo e pouco atrativa para os mineiros, que geralmente preferem os mares mais calmos - quando vi ‘Doidas e Santas’ pela primeira vez. Gostei da capa, um tanto quanto instigante, mas quem verdadeiramente se saboreou com as crônicas foi minha prima, agora mais santa do que doida.
Três meses depois, entre os vários e variados presentes que ganhei quando comemorei 30 anos, eis que abro um deles e vejo que fui escolhida pela obra que outrora me apaixonei de graça, sem nada saber sobre ela. Incrédula, corri em busca da prima e das amigas que, assim como eu, também foram apresentadas sem a merecida importância à ‘Doidas e Santas’ naquela semana de diversão que antecedia a virada do novo ano.
Saboroso, instigante, realista, lúdico, simples, sofisticado e apaixonante. Assim defino a reunião de crônicas da poeta e romancista Martha Medeiros. E mais, a obra é inspiradora.
Certa vez, meu chefe me perguntou se eu escrevia. Disse que quando mais nova sim, tanto que escolhi o jornalismo como profissão e projeto de vida. Porém, pontuei que depois que o lead invadiu meus dias - para quem não sabe, são as seis perguntas clássicas que devem constar em uma matéria (O quê? Quem? Onde? Quando? Como e Por quê?) – deixei de lado o hobby que tanto me proporcionava prazer.
Inesperadamente, percebi que Martha resgatou minha vontade de escrever, escrever e escrever sobre tudo e todos. E também o desejo de apresentar uma nova resposta ao meu chefe, para quem escrevo, ou melhor, redijo em tempo integral. Não tenho a pretensão de exprimir minhas impressões do cotidiano com a mesma excelência retratada nos textos da Martha. Quero apenas fazer desse lugar comum um refúgio para compartilhar tudo o que me vier à mente.
Agradeço às ‘Doidas e Santas’ que me trouxeram de volta o prazer de escrever despretensiosamente, ‘Só pra constar’. Sejam bem-vindos!
3 de abril de 2010
Sem dúvida, Mônica está certa: as mulheres transitam entre a santidade e a doidice! Mas, poucas têm a coragem de monstrar sua "oscilação comportamental" em um Blog. É isso aí amiga, jornalista e mulher, parabéns pela iniciativa. Agora sou sua fiel seguidora...Nétali Jornalista Mulher (com suas insanidades e santidades).
ResponderExcluirMulheres lutam boxe e viram freiras
ResponderExcluirDecidem eleições e pedem paz
As perfumadas cheiram como princesas
As loucas são tão boas como as que são más
Mulheres querem mel mesmo sendo abelhas
E de tão vaidosas querem muito mais
Se entregam ao prazer, possuídas
E todas ficam lindas quando bem amadas
Mulheres podem ser
À lua cheia
Serpentes nos jardins de Allah
São deusas quando dão luz às estrelas
E à vida que um dia, veio do mar
Algumas mulheres amam outras mulheres
Melhor do que alguns homens conseguem amar
As belas têm poder
As noivas sorte
Mulheres têm mistérios e se entendem
E uma vez por mês se deixam sangrar
Nos salões de beleza, feiticeiras
Se enfeitam simplesmente para se apaixonar
Por Arnaldo Brandão
A conclusão que tenho é que doidas ou santas, mas sempre apaixonantes! essas são as mulheres.
ResponderExcluirNão poderia ser diferente com o Blog, escrito por uma doida, santa, prima da mais santa que um dia foi a mais doida e que na somatória de todas as nossas experiências pergunto: santas ou doidas? Rs!
Escreve mais! Beijos!